O preconceito não tem peso físico que possa ser contabilizado em uma balança, mas pesa bem mais que o corpo de um gordo.

O preconceito não tem sexualidade nem preferência por gênero, mas é tão violento quanto um estupro.

O preconceito não tem cor visível, mas com toda certeza é bem mais escuro que a pele de um negro.

O preconceito não tem preço ele é distribuído de graça, o preconceito é vivo e se move com rapidez de um lince, espalha-se como um vírus, impregna o mundo e permanece anônimo mesmo quando esta mostrando a cara.

Dê voz a sua luta, seja contra o preconceito seja ele em que seguimento social esteja, o peso do preconceito pode ser grande,

porem o peso da sua força é bem maior.(Milly Costa)

5 de abr de 2011

Empregada discriminada por obesidade recebe indenização


Grávida, uma assistente de qualidade, demitida por insubordinação, conseguiu reverter a dispensa por justa causa e ainda comprovar o assédio moral de que foi vítima por parte do seu chefe, o gerente da fábrica. Testemunhas confirmaram que o gerente tratava os funcionários de forma grosseira, chamando-os de incompetentes. Dizia que pessoas gordas não serviam para ele, e que “faria a rapa nas gordas”. Condenada a pagar R$ 10 mil pelos danos morais causados à ex-funcionária, a Coplac do Brasil Ltda. ainda tentou se livrar da indenização recorrendo ao Tribunal Superior do Trabalho, mas a Oitava Turma, na sessão da última quarta-feira (30), não conheceu do recurso. 

Empregada da Coplac de janeiro de 2008 a agosto de 2009, a assistente de qualidade afirmou que as perseguições começaram quando informou à empregadora que estava grávida. Contou ter sido chamada de “gorda e vagabunda” pelo gerente e depois afastada de suas atividades por um mês e meio, sob alegação de cumprimento de banco de horas. Quando retornou, foi transferida para o almoxarifado, sem nenhuma atribuição. Até que, após dez dias, demitiu-a por justa causa, alegando indisciplina e insubordinação, quando estava no quarto mês de gravidez. 

Na versão da empresa, os problemas começaram quando a mãe da assistente foi substituída no cargo de gerente da fábrica. A partir daí, teria deixado de ser uma boa funcionária. Segundo a Coplan, a empregada não aceitava as ordens dadas pelo novo gerente, enfrentando-o, e esse motivo seria suficiente para a demissão por justa causa. Com base nos depoimentos das testemunhas da empresa e da trabalhadora, a Vara do Trabalho de Itatiba, onde foi ajuizada a reclamação, concluiu que não havia provas de falta grave por parte da empregada - que alegou nunca ter sido advertida ou suspensa - e julgou infundada a demissão por justa causa. 

Ao contrário, para o juízo de primeira instância havia era motivo para a empresa pagar indenização por danos morais à assistente, por ter sido maltratada pelo gerente. A Coplan foi, então, condenada ao pagamento de R$ 30 mil por danos morais, além das verbas rescisórias, e indenização correspondente ao período de garantia de emprego decorrente da gravidez. Com recurso ao Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas/SP), a Coplac conseguiu diminuir o valor de indenização por danos morais para R$ 10 mil. 

No recurso ao TST, a empresa não teve êxito. A decisão regional foi mantida, pois a Oitava Turma, acompanhando o voto da relatora, ministra Dora Maria da Costa, considerou inviável a revisão do julgado por demandar reexame do conjunto de fatos e provas. 

Fonte: TST - Tribunal Superior do Trabalho

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6 comentários:

  1. Ai ai. Complicado, né? Ninguém merece... Mas mudando um pouco de assunto, o layout novo ficou show!! Adoreeei!!!

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  2. Nana,

    Em Cuiabá, uma empresa de onibus demitiu um gerente porque chamou a assistente de "gorda preguiçosa". Ela entrou na justiça e ganhou indenização além de todo tratamento psicológico. Detalhe: Ela era apenas "gordinha", super querida na empresa. Com todo processo, acabou engordando uns 15 kg e entrando em depressão! Um absurdo não é? Nenhuma indenização paga um mal desses! Bjus
    Astrid Sekkel
    www.maiorestilo.com.br

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  3. Nossa isso não para??? Q saco esse preconceito. Tem q pedir idenização e entrar na justiça mesmo... ne assim as pessoas se dão conta do tanto q isso faz mal.

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  4. Nossa isso não para??? Q saco esse preconceito. Tem q pedir idenização e entrar na justiça mesmo... ne assim as pessoas se dão conta do tanto q isso faz mal.

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  5. é incrível como exista coisas assim no mundo nos dias como hoje!!

    fico indignada!!

    beijo grande linda!!!
    adooro demais o seu blog! sempre cheio de informações bacanas!!





    http://maislindasebelas.blogspot.com/
    @criswollinger

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