Li uma psicologa falando que , "provavelmente, uma pessoa preconceituosa age desta forma, porque viu um modelo de alguém, aprende em algum momento a ser assim, mas cada vez menos isso acontece. Antigamente, nossos avós e bisavós eram muito preconceituosos. Mas isso já mudou.”
Sinto informar que NÃO, NÃO MUDOU !
No shopping a cara da mãe e da filha ao olhar uma família de 'negros gordos' (explicando para que entendam , sem frescura) foi a mais feia e enojada do mundo.
Saíram como se tivessem feito a piada mais engraçado dos últimos anos.
E como eu, vi pessoas que se sentiram incomodadas e pasmas por tanto desrespeito.
Chegamos até comentar uns com os outros sobre o ocorrido, falamos da vontade de apontar nosso dedos e dizer poucas e boas para aquelas duas, da vontade de um linxamento em 'praça de alimentação publica' e da vontade de não ter escutado isso.
Preconceito é aprendizado, imagine como a mãe e o pai (quem sabe) "educam" aquela criança, mostrando ou tentando fazer com que a filha enxergue distorcidamente as outras pessoas.
Fazendo comentários infelizes como esse a cada vez que vêem algo que pra eles não é comum.Tentando de algum modo dizer...SOMOS MELHORES
E onde isso vai dar ?!
Tem gente que 'adestra' filho para ter as mesma inveja , mesmas babaquices, revoltas, impertinencias e preconceitos, fazendo com que se tornem radicais,julgando-se superiores aos outros, sendo demasiadamente chatos e inconvenientes.
E isso me envergonha! Por mais que algumas pessoas tentem me fazer entender que seres como esses citados acima são infelizes, doentes e todo blá blá blá... minha vontade foi apenas de me calar diante do ocorrido por me sentir um nada, me colocando no lugar de quem não gostaria de ouvir isso muito menos ver seu filho(sua filha) tendo que se ferir dessa forma.
Existe uma linha tênue entre o desrespeito e o julgamento (que todos nós acabamos nos pegando tendo por algo ou alguem) por mais que os dois estejam ligados, porque o preconceito nasce do desrespeito ao próximo, do julgamento equivocado de valores.
Mas comentar sobre uma roupa que você não gostou, sobre o filho da vizinha que mexeu nas tuas coisas, sobre um programa do qual você não concorda passar na tv, são bem diferentes do que houve nesse episódio infeliz.
Precisamos refletir!



