O preconceito não tem peso físico que possa ser contabilizado em uma balança, mas pesa bem mais que o corpo de um gordo.

O preconceito não tem sexualidade nem preferência por gênero, mas é tão violento quanto um estupro.

O preconceito não tem cor visível, mas com toda certeza é bem mais escuro que a pele de um negro.

O preconceito não tem preço ele é distribuído de graça, o preconceito é vivo e se move com rapidez de um lince, espalha-se como um vírus, impregna o mundo e permanece anônimo mesmo quando esta mostrando a cara.

Dê voz a sua luta, seja contra o preconceito seja ele em que seguimento social esteja, o peso do preconceito pode ser grande,

porem o peso da sua força é bem maior.(Milly Costa)

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16 de mai. de 2011

INSENSATEZ



[...]Já não se encontram mais pessoas sensatas por aí. Já não se sabe, ao menos, o que essa palavra quer dizer. Aquele que sofre com a insensatez do outro age inconsequentemente igual devido a decisões não-nobres, impensadas e a conclusões mal-estruturadas. É muito comum ver negros maldizendo homossexuais, que em nada bendizem gordos, que excomungam mulheres, que difamam homens, que, por serem brancos ou pseudobrancos, se dizem melhores que os negros que maldizem os homossexuais...[...]

É um ciclo vicioso infindo e insensato. Quem tem razão nisso tudo? O negro macho que não atura homossexual? O branco que não é tão viril e dotadocomo o negro, mas é superior a ele porque não foi escravo? O gordo que é homem e, não, pederasta ou negro, e vale lembrar: (graças a Deus) também não é mulher? Ou as mulheres que não são aberrações como os gays nem como os gordos e não são, tampouco, homens (que, a saber, nenhum presta.)?


Onde está a razão disso tudo?

Racismo, discriminação e prepotência? Tudo isso é besteira. A sociedade é assim: há quem perde e quem ganha; o que nasceu para sorrir e o que nasceu para chorar. Pensar em preconceito é mesmo besteira (é como se diz: beleza interior só é importante para os feios). Há que se pensar no comandante e no comandado. A vida é assim. Essa é que é a verdade!
A natureza humana não é assim. Isso é resultado do meio, das más influências. Mas, também, há uma pitada de mau-senso, mau-gosto, de mau-instinto, de maldade propriamente dita. Ninguém quer perder, ninguém quer ter o seu depredado. O feio é sempre o outro, aquele que é mais pobre que eu, que não tem o cabelo bom como o meu, cuja pele não é como a minha (é a raça impura). É como um espelho para Narciso. Seria isso uma espécie de defesa? Talvez, mas uma defesa inconsequente, que não pensa no outro como um ser igual. As pessoas se defendem atacando o outro. É oeu pelo eu, e o resto que se dane!

É a lei do mais forte, em que sobrevive aquele que puder pisar o outro, humilhar, mostrar que é primaz. E a raça humana vai se sujando com a discriminação e um senso errôneo de superioridade e vai se mostrando desumana, irracional.


Quem ganha com isso? Não se sabe. Mas quem perde por certo é o bom-senso.

As pessoas já não se importam em amar. Tudo está banalizado. As nossas crianças já chegam ao mundo rodeadas de preceitos, conceitos e preconceitos. Um filho que cresce sabendo que é branco, porque a mãe (preconceituosa) trocou um rapaz negro de quem gostava por um branco e se vangloria por isso dizendo: "Se eu não tivesse casado com ele, você seria 'preta' do cabelo duro", jamais valorizará a amiguinha negra da classe. Uma adolescente que ouve do pai que aquele negro não é para ela. O que vai pensar? Os valores de hoje começaram errado nos tetravós e foram (e vêm) sendo passados de pai a pai. O ciclo vicioso é preocupante, todavia ninguém percebe o quanto. A sociedade tem estado doente. A cura para essa doença está na sensatez que cada um deve e pode ter. Porém, parece que os vírus do preconceito e da discriminação estão em permanente mutação e a vacina não faz efeito e vai sendo deixada de lado. Enquanto alguns tentam conscientizar as novas gerações de que somos iguais; outros pregam o contrário com atos, falas e pensamentos, e isso se impregna nelas e vai piorando, piorando, piorando e piorando. E nossas crianças vão se ver no direto de não querer entrar no transporte escolar, porque não querem sentar-se ao lado daquele negrinho, daquele índio ou daquele nordestino; nem meu filho pode se misturar ao coleguinha que tem Aids, ao que é deficiente físico ou ao que tem síndrome de Down, porque, sei lá, pode ser contagioso; aquela criança faz sozinho o trabalho que deveria ser feito em equipe, porque não é tão inteligente quando A e B; Aquele não entra aqui ou ali devido a estar mal-vestido ou a ser pobre; ou, mais absurdamente, essas pessoas devem morrer por se declararem ateus, agnósticos ou de uma religião qualquer que desagrade ao outro. Até que, um dia, vamos acordar para o mundo nefasto e inabitável que estamos criando e nos perguntar qual foi o erro disso tudo. E a resposta será: a nossa INSENSATEZ.
E, quando chegar a esse ponto, talvez já não seja mais possível voltar atrás e só Deus dará jeito. 



27 de abr. de 2011

Mais uma vitima de Homofobia

Olá meninas hoje vim trazer uma noticia desagradável, ao mesmo tempo pedindo ajuda na divulgação de um projeto, para que vocês não fiquem perdidas na historia vou postar aqui o texto explicativo sobre o ocorrido e o projeto, ao acabar de ler vocês entenderam pois não me encontro com palavras próprias para falar sobre isso...


Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, foi encontrada morta na pequena cidade de Itarumã, Goiás, no último dia 6. O fazendeiro Cláudio Roberto de Assis, 36 anos, e seus dois filhos, um de 17 e outro de 13 anos, estão detidos e são acusados do assassinato. Segundo o delegado, o crime é de homofobia. Adriele era namorada da filha do fazendeiro que nunca admitiu o relacionamento das duas. E ainda que essa suspeita não se prove verdade, é preciso dizer algo.
Eu conhecia Adriele Camacho de Almeida. E você conhecia também. Porque Adriele somos nós. Assim, com sua morte, morremos um pouco. A menina que aos 16 anos foi, segundo testemunhas, ameaçada de morte e assassinada por namorar uma outra menina, é aquela carta de amor que você teve vergonha de entregar, é o sorriso discreto que veio depois daquele olhar cruzado, é o telefonema que não queríamos desligar. É cada vez mais difícil acreditar, mas tudo indica que Adriele foi vítima de um crime de ódio porque, vulnerável como todos nós, estava amando.
Sem conseguir entender mais nada depois de uma semana de “Bolsonaros”, me perguntei o que era possível ser feito. O que, se Adriele e tantos outros já morreram? Sim, porque estamos falando de um país que acaba de registrar um aumento de mais de 30% em assassinatos de homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis.
E me ocorreu que, nessa ideia de que também morremos um pouco quando os nossos se vão, todos, eu, você, pais, filhos e amigos podemos e devemos ser gays. Porque a afirmação de ser gay já deixou de ser uma questão de orientação sexual.
Ser gay é uma questão de posicionamento e atitude diante desse mundo tão miseravelmente cheio de raiva.
Ser gay é ter o seu direito negado. É ser interrompido. Quantos de nós não nos reconhecemos assim?
Quero então compartilhar essa ideia com todos.
Sejamos gays.
Independente de idade, sexo, cor, religião e, sobretudo, independente de orientação sexual, é hora de passar a seguinte mensagem pra fora da janela: #EUSOUGAY
Para que sejamos vistos e ouvidos é simples:
1) Basta que cada um de vocês, sozinhos ou acompanhados da família, namorado, namorada, marido, mulher, amigo, amiga, presidente, presidenta, tirem uma foto com um cartaz, folha, post-it, o que for mais conveniente, com a seguinte mensagem estampada: #EUSOUGAY
2) Enviar essa foto para o mail projetoeusougay@gmail.com
3) E só :-)
Todas essas imagens serão usadas em uma vídeo-montagem será divulgada pelo You Tube e, se tudo der certo, por festivais, fóruns, palestras, mesas-redondas e no monitor de várias pessoas que tomam a todos nós que amamos por seres invisíveis.
A edição desse vídeo será feita pelo Daniel Ribeiro, diretor de curtas que, além de lindos de morrer, são super premiados: Café com Leite e Eu Não Quero Voltar Sozinho.
Quanto à minha pessoa, me chamo Carol Almeida, sou jornalista e espero por um mundo melhor, sempre.
As fotos podem ser enviadas até o dia 1º de maio.
Como diria uma canção de ninar da banda Belle & Sebastian: ”Faça algo bonito enquanto você pode. Não adormeça.” Não vamos adormecer. Vamos acordar. Acordar Adriele.
— Convido a todos os blogueiros de plantão a dar um Ctrl C + Ctrl V neste texto e saírem replicando essa iniciativa —
MillyCostas
@GordaRevoltada

21 de abr. de 2011

Inveja Eu??



Escreve um texto que considerei bem escrito no sentido do conteúdo abordado (esse texto), e recebi alguns comentários, entre eles o de uma moça dizendo que eu deveria ter inveja do corpo da mulher morango (acho que a moça não leu com atenção e não conseguiu interpretar o assunto abordado), então resolve escrever outro texto no caso esse que retrata a maneira como me vejo em relação a ser gorda.

Embora as pessoas achem que não gordo não é vaidoso, sim gordo é vaidoso e eu em especial sou muito vaidosa, o espelho não é e nunca foi meu inimigo, tenho uma relação especial com o espelho sou fascinada por  me olhar em espelhos, tenho espelhos por todos os cantos da casa, também na minha bolsa e vivo parando em frente a lugares que reflitam minha imagem.  Dessa forma acho que da para perceber que não tenho o mínimo problema com o que vejo ser refletido.

Meu corpo é redondo, meu corpo tem varias dobrinhas, meu corpo tem varias coisinhas que as pessoas ditas normais não gostam, têm estrias, tem celulites, tem pele sobrando na minha barriga, e nas minhas coxas, meus seios são caídos não são como os das menininhas de quinze anos eles não apontam pro céu e muito menos para as pessoa que esta na minha frente. Eu tenho o rosto bem redondo com bochechas carnudas e um papinho abaixo do queixo, dobrinhas de gordura nas minhas costas. Terá pessoas que ao ler todos esses detalhes vão dizer nossa que corpo feio e sem forma, como ela pode dizer tudo isso sobre ela mesma.
   
Há verdade é que eu amo tudo isso que tem em mim e não acho nada disso feio ou sem forma essas são as minhas formas, formas as quais eu olho e não sinto medo de ser recusada pelos outros, as formas que eu não sinto pena por telas, as formas que agradam a muitos que me procuram e que dizem sem medo que são bonitas, as formas que oferecem prazer a mim e as pessoas que tiveram o privilegio de tocar meu corpo.
  
O meu corpo é só meu, meu templo, meu epicentro é a minha casa dada por Deus sem me cobrar nada em troca, eu pergunto por que motivo deveria me envergonhar dele, ou sentir inveja do corpo dos outros se tenho o meu próprio para amar e cuidar. Não me vejo na posição de invejar  de alguém ou algo que eu também tenho que é um lindo corpo, a beleza do meu corpo é a beleza de um corpo gordo, de um corpo farto, a beleza que eu e muitos outros conseguem ver  e outros tantos não. Assim como alguns gostam de olhos azuis e outros gostam de olhos verdes, alguém vai me achar gorda ridícula e outros me  acharam gorda e linda.

A diferença é o que farei com tudo isso e sinceramente isso é o que menos importa, pois sou completamente consciente de que posso controlar a maneira como eu me vejo, mas não posso controlar a maneira que os outros me vem e não tenho a mínima vontade de fazer isso, sou suficientemente inteligente para saber que sempre existirão pessoas com percepções diferentes de beleza e isso não afetara a maneira como me vejo.

Eu tenho hoje 105 kg, desfilo pelas ruas com a pose e a leveza de quem pesa 52kg, me visto de acordo com o meu humor e sempre recebo elogios por onde passo, estou sempre com o sorriso estampado no rosto esbanjando a felicidade de alguém que sabe quem é e que ama ser absolutamente do jeito que é, eu fui gorda, eu sou gorda e sempre serei gorda, da mesma forma em que eu fui feliz, sou feliz e sempre serei feliz, pelo simples fato de saber que a minha felicidade não está condicionada ao meu peso muito menos as formas  do meu corpo.
OBS: A Moça da Foto sou eu Tendo Inveja rsrsrs


Bjo da Gorda Milly Costa
@GordaRevoltada
Esses e outros textos: www.projeto-gr.blogspot.com

9 de abr. de 2011

Vergonha do que ?




Encontrei esse vídeo nas atualizações do  Facebook de um amigo meu, com o titulo de Desinibido como Sempre fazendo referencia a um outro amigo dele que é gordinho (nem chega próximo ao gordo do vídeo em proporção)  com o intuito de curtir com o rapaz. O vídeo teve vários comentários tanto no Face do meu amiga como no próprio Youtube  de onde ele foi retirado.

Bem o que Eu gostaria de saber é Em nome de lei, motivo ou razão o rapaz do vídeo deveria ter vergonha de estar dançando?

Deixa-me ver seria em nome do nojo que as pessoas dizem sentir em ver as gorduras dele balançando?
Ou em nome do que significa ver alguém que por ordem social deveria estar deprimido na cama chorando?
Melhor será por que ele esta contradizendo a idéia de que ele é incapaz de se mover imagina de dançar?  

 Ok você não gosta da imagem, tudo bem, Eu particularmente não curte a idéia, não achei de bom gosto a exposição, será que eu também estou sendo preconceituosa, pode ser que sim não sei só sei que não curte a idéia,ficou com cara de palhaçada para fazer os outros rirem, e não gosto do estereótipo do gordo palhaço já falei isso pro varais vezes.  

O que me deixa mesmo chateada é a a vontade do povo de que o cara tem que sentir vergonha, fala serio MC Catra não sente vergonha de ir pro palco falar asneiras, Datena e Sonia Abrão não sentem vergonha de explorar a miséria alheia em troca de IBOPE, o Brasil não tem vergonha de ser um país com um índice de violência tão alto, Mas o Gordo tem que sentir vergonha de dançar no vídeo. 

Ninguém tem que gostar como Eu mesmo estou deixando claro que não gostei, mas que direito alguém tem de querer que ele tenha vergonha ou que se sinta mal? 
Um dos comentários no perfil do meu amigo que mais me chamou atenção foi o seguinte:

  Perceba que ele ficou no formato em que fica sentado no sofá.... Só levantou para gravar esse vídeo kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk 
Agora raciocine comigo uma FDP dessas pensa o que da vida, para falar algo desse tipo de alguém que ela nem conhece... Aaa deve ser baseada na crença de que todo gordo é parasita, sedentário amante de sofá. Depois que a pessoa perde a linha e manda um ser humano desse Ir tomar banho no rio ainda sai como mal educado. 

Os seguintes comentários no próprio Youtube: 

isso éhomem ou mulher mais é uma merda do mesmo geito porra!!!!!!!!!!!!!!!!
*Olha só que pessoa inteligente escreveu o comentário   

ele ta com uma boia na cintura ? 
agora eu sei o que causou o terremoto no japao!!!!!!!!!!!!!!!

Que Diabo é isso Gordo é foda, quero vê acha o pinto dele nesse monte de banha kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk­kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk­

Será que agora vocês entendem quando eu digo que não gosto pela exposição, é em nome desses comentários desnecessários que Eu me coloco como alguém que não curte esse tipo de vídeo. Por mais que ele esteja feliz em fazer essa exibição ele compromete a imagem dele da mesma forma que a mulher morango compromete a dela subindo no palco e bancando a gostosona. No final do caso todo gordo é pagador de mico e no caso da Mulher Morango toda mulher vira "puta"


Milly Costa

@GordaRevoltada
Esses e outros textos em: www.projeto-gr.blogspot.com 

22 de jan. de 2011

RESPEITO




“Um sujeito estava a pôr flores no túmulo de um parente quando vê um

 chinês a colocar um prato de arroz na lápide ao lado.

Ele vira-se para o chinês e pergunta:

- Desculpe-me, mas o senhor acha mesmo que o seu defunto virá comer o

 arroz?

E o chinês responde:

- Sim e na mesma hora que o seu virá cheirar as flores!"

“Respeitar as opções do outro em qualquer

 aspecto é uma das maiores

virtudes que um ser humano pode ter.

 As pessoas são diferentes, agem

diferente e pensam diferente. 

Nunca julgue. 

Apenas compreenda e respeite”.



Respeito é algo que se deve instigar e promover. Contudo só funciona quando é mutuo, o que nem sempre acontece no dia-a-dia, e está errado, pois a tendência do ser humano para julgar antes de compreender é sempre maior.Infelizmente, a ignorancia é a mãe de muito preconceito, logo o respeito acaba por nem existir, quanto mais ser usado.


E ainda uma pequena citação:

"Se me julgas, te julgas por julgares"
Agostinho da Silva

#WTFF??!

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