O preconceito não tem peso físico que possa ser contabilizado em uma balança, mas pesa bem mais que o corpo de um gordo.

O preconceito não tem sexualidade nem preferência por gênero, mas é tão violento quanto um estupro.

O preconceito não tem cor visível, mas com toda certeza é bem mais escuro que a pele de um negro.

O preconceito não tem preço ele é distribuído de graça, o preconceito é vivo e se move com rapidez de um lince, espalha-se como um vírus, impregna o mundo e permanece anônimo mesmo quando esta mostrando a cara.

Dê voz a sua luta, seja contra o preconceito seja ele em que seguimento social esteja, o peso do preconceito pode ser grande,

porem o peso da sua força é bem maior.(Milly Costa)

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8 de set. de 2013

Direito da mulher







A Violência Doméstica é no âmbito do Direito, uma matéria muito discutida, mas, com poucas conclusões. Ela tem sido muito comentada depois de sancionada a “Lei Maria da Penha”( LEI Nº 11.340, DE 7 DE AGOSTO DE 2006) que tem como principal objetivo coibir as ações dos agressores com penas mais severas.

Nesses 7 anos de Lei sabemos que muitas coisas já foram feitas, porém podemos ir bem além do que já vem sendo feito, pois as autoridades responsáveis só poderão ajudar se houver pessoas que queiram ajuda, ajuda essa que não podemos invadir a vida alheia podemos orientar, mas nada além disso.

Esse tipo de violência é mais comum do que imaginamos, porém age de forma muito cruel e silenciosa. As mulheres ainda não se sentem seguras para denunciar o agressor.

As violências sofridas não têm distinção, pois, podem fazer parte de todas as classes sociais, etnias, credos, sociedades, etc. O medo, o estresse emocional e psicológico, ainda impede a vítima de tomar alguma atitude contra seu agressor.

Além destes fatores devemos considerar também a desinformação sobre as Leis que as protegem. Conscientizá-las de que não estão sozinhas e que existem entidades públicas e privadas preocupadas em atendê-las e dar suporte no que for necessário, é a nossa missão.

Não se deixem mais se levar por sentimentos porque hoje ele te bate amanhã ele poderá te matar, que isso não sirva só para Marias, mas também para Anas, Julianas, Patrícias, Paulas, Francines, Marlenes para vocês meninas, crianças e mulheres temos que desmascará-los e acabarmos com o machismo que da mesma forma que eles são homens e nós somos mulheres, porem ambos classificados como seres humanos sem distinções.

8 de jan. de 2012

Violência psicológica é 2º lugar nas denúncias



"A  violência psicológica ocupa o segundo lugar no ranking de notificações nos serviços de saúde, com mais de 49% de casos sofridos por mulheres.

Segundo  a coordenadora da área técnica de Vigilância e Prevenção de Violências e Acidentes do Ministério da Saúde, Marta Silva, a mulher não percebe que está com esse problema em casa. ”Violência psicológica pode se manifestar na forma de xingamento, humilhações, desprezar, não olhar para a pessoa ou mesmo no ambiente de trabalho, que é o assédio moral, é uma violência psicológica.”

Segundo a coordenadora, essa violência repetitiva deixa marcas. “Isso ao longo dos anos começa a afetar a própria saúde mental da mulher. Ela pode ficar deprimida, somatizar alguns problemas ter alguns distúrbios físicos e muitas vezes a violência psicológica não vem sozinha com o tempo ela pode vir acompanhada com a violência física.”

Atualmente os profissionais de saúde são obrigados a notificar os casos de violência contra mulher, inclusive a psicológica. A partir dessas denúncias é possível iniciar um trabalho de prevenção."

Pensem que essa é uma matéria que li em outubro do ano passado...não a muito tempo, mas sem solução...e quantos outros problemas como esse mas antigos que andar pra trás ainda estão na mesma...Dá uma revolta, sensação de impotência, tristeza, dor e tantos outros sentimentos ruins...

As vezes me pego pensando que não dá pra fazer nada realmente...

25 de nov. de 2011

Basta de Violência Contra a Mulher


Você sabia que 11% das brasileiras com 15 anos ou mais já foram vítimas de espancamento? Sabia também que o marido ou companheiro é responsável por 56% desses casos de violência?

Esses dados são de uma pesquisa da Fundação Perseu Abramo, divulgada no portal da Secretaria Especial de Política para as Mulheres (linkar para http://www.presidencia.gov.br/estrutura_presidencia/sepm). O levantamento aponta que uma em cada cinco mulheres foram agredidas pelo menos uma vez e mais da metade das vítimas não procura ajuda.

O combate à violência contra a mulher tem apresentado recentes avanços. Por parte do governo, algumas importantes medidas já foram tomadas. No Dia Internacional da Mulher deste ano, vamos falar um pouco sobre essas medidas, inclusive a Lei Maria da Penha, que cria instrumentos para coibir a violência doméstica contra a mulher. Procure acompanhar o andamento desses fatos e ver sua repercussão na sociedade!

Hoje é o dia internacional de combate a violência contra a mulher, e nós blogueiras estamos nós unindo para ajudar a todas as vitimas de violência, é muito ruim tratar dessas estatísticas mais é uma realidade que não podemos deixar de visualizar. È uma causa importante que precisa ser vista com muito cuidado.  Por isso pedimos que ajudem a mudar essa realidade.

Atendendo às mulheres

O governo federal criou uma Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, um serviço gratuito de orientação sobre o enfrentamento à violência à mulher, questões de gênero e informações sobre as políticas do governo federal voltadas às mulheres. O serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana (inclusive feriados) e pode ser acessado de qualquer parte do Brasil.
Na Internet, a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres organizou uma rede de serviços de atendimento específicos para a mulher. São prestados pelo governo federal, pelos governos estaduais e municipais, além de diversas outras instituições da sociedade civil. É só conferir na página da Secretaria (linkar para http://200.130.7.5/spmu/atendimento/atendimento_mnulher.php) e clicar no mapa para conferir os serviços disponíveis para seu Estado.

20 de out. de 2011

Tristeza na China



Oi!

Não sei se o assunto de hoje condiz com o blog, mas eu acho que sim...

Hoje, quero postar aqui a minha indignação, o meu preconceito...

Vou lhes ser sincera, acho chinês porco, não é no geral, mas trabalho aqui em Sampa no bairro da Liberdade e rola uma mescla enooorme de chineses, japoneses e alguns coreanos... Eu não entro em loja de chinês nem de coreano, porque são desconfiados e ficam falando de você no idioma deles... Acho uma senhora falta de educação... Só entro em último caso se tiver algo que quero muuuito mesmo! E sobre os restaurantes, sem comentários... Chinês nem pensar! Adoro alguns pratos da culinária deles, mas eu prefiro fazer em casa, ou optar por um lugar mais caro, de confiança...

Bom mas não é sobre isso que quero falar...O assunto de hoje, é sobre um video que vi na blogosfera, de uma CRIANÇA, para ser mais exata, uma MENINA, que é atropelada DUAS VEZES, e por ela passam nada mais nada menos que DEZOITO pessoas, até que essa criatura fosse socorrida...

Eu assisti o vídeo com o coração na garganta,assisti tudo, achei que era mentira uma coisa dessa!

E para minha tristeza, não foi...

Quem é sensível, não dê play por favor.



E eu me lembrei, que quando pequena houve uma série de reportagens, sobre as meninas da China, que são mortas, jogadas fora como lixo, sufocadas, cruelmente assassinadas...

O problema é a superpopulação e o fato absurdo de que os homens tem "vantagem física maior".

Dizem que hoje não existe mais, mas, ao pesquisar sobre o assunto, olha o que li em um arquivo da revista Marie Claire:

"Numa manhã de fevereiro de 2001, numa cidade da província chinesa de Hunan, vê-se uma cena de crueldade e horror inimagináveis: na sarjeta de uma movimentada rua central estende-se o corpo minúsculo e contorcido de uma recém-nascida. Ela está nua, rodeada apenas de pedaços sujos de gaze hospitalar. Ônibus e bicicletas passam rapidamente ao lado do corpo da menina, espirrando lama sobre ela. "

2001, não é tão distante, e depois desse caso absurdo, quem garante que ainda hoje isso não existe lá?

A horrenda política do filho único, que se baseia em ter apenas um filho homem, e no caso de nascer a filha mulher, tentar um segundo filho. Política essa, que, desde 1979, vem dizimando vidas, meninas e meninos na china...

De onde saem heroínas como a assistente social Wu Hongli e a escritora Xinran Xue.
Xinran Xue


E mais, além de tudo isso, devido a superpopulação masculina, o tráfico de mulheres é coisa frequente por lá.

Abortos e esterilizações forçadas, uso de violência com que se opõe a tais práticas, assassinatos...

Dentre outras tragédias.

Eu acho absurdo. Triste.

E vocês??

Beijos.

P.S: Como diz a Camila nos comentários, a Yue Yue, de apenas dois anos, morreu na madrugada de 21/10/2011, por falência múltipla de órgãos... E a moça que a socorreu, era uma catadora de lixo, com certeza, mais uma mulher abandonada da China...

12 de out. de 2011

Nossas Crianças Precisam de Ajuda



Hoje em homenagem as lindas crianças desse país vou fazer esse post, não é nada sobre como elas são lindas e fofas, também não é nada de como elas podem alegrar nossas vidas, muito menos que elas são o futuro do nosso país, por que isso tudo todos nós já sabemos de cor, eu amo crianças pela inocência que vejo no olhar delas, por que elas não nos negam sorrisos, por que elas oferecem beijos e abraços sem querer nada em troca.

Porem infelizmente a realidade em que muitas das nossas crianças vivem é simplesmente de dar medo, nossa constituição garante que toda criança deve ter direitos básicos atendidos, a caráter preferencial, ou seja entre um adulto e uma criança por essa ser indefesa a preferência é da criança sempre.  Mas assim como tantas outras leis constitucionais nada disso é atendido quem vai dizer levado a serio.

Vamos dar uma olhadinha nessas constatações:

Em média, 18 mil crianças são vítimas de violência doméstica por dia no Brasil. Os dados, apresentados pela Sociedade Internacional de Prevenção ao Abuso e Negligência na Infância (Sipani), representam 12% das 55,6 milhões de crianças menores de 14 anos.
 
Dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostram que 80% das agressões físicas contra crianças e adolescentes foram causadas por parentes próximos. Ainda de acordo com o Unicef, de hora em hora morre uma criança queimada, torturada ou espancada pelos próprios pais. 

Crianças com deficiência sofrem maus tratos. E ninguém sabe. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Fernandes Figueira, referência em doenças genéticas da FioCruz, sugere que crianças com deficiência também são vítimas de violência – mas recebem pouco ou nenhum amparo. Uma análise feita a partir de um total de 8.000 notificações, de oito Conselhos Tutelares do Rio de Janeiro, mostrou que apenas 3% são relacionadas a crianças com deficiência. "Essas crianças que são ainda mais vulneráveis são também invisíveis aos olhos de quem pode ajudá-las", diz Rachel Niskier Sanchez, autora do estudo.


Não é preciso falar em números para perceber que as coisas não andam bem para nossas crianças, ligar a televisão no horário do jornal já mostra o quadro em que a coisa está porem me parece que quando tratamos de números a mente absorve mais rápido, parece que fica mais serio. Abaixo alguns tipos de violência praticada contra as crianças para que possamos identificar com mais facilidade.

Tipos de violência infantil:

SÍNDROME DE MUNCHAUSEN
Quando a criança é levada para cuidados médicos devido a sintomas inventados ou sinais provocados por seus responsáveis. A partir disso, ela é submetida a exames, uso de medicamentos, sofrendo conseqüências físicas e psicológicas.


ABUSO SEXUAL
É todo ato sexual em que o agressor está em estágio de desenvolvimento psicossexual mais adiantado que a criança ou o adolescente. Pode ser induzido, influenciado ou forçado.


MAUS TRATOS PSICOLÓGICOS
Englobam rejeição, depreciação, discriminação, desrespeito, cobrança ou punição exageradas. Pela falta de evidências, é o tipo mais difícil de ser diagnosticado.


NEGLIGÊNCIA
Omissão do responsável em fornecer cuidados básicos e todos os elementos necessários para o desenvolvimento da criança.

Estou escrevendo esse post, com uma tristeza muito grande, por saber que poucas pessoas denunciam que poucas pessoas se revoltam mais pouco elas podem fazer, mesmo com as denuncias existem casos que ficam impune,  não confio muito na justiça, porem só posso esperar que eles ajam e pedir a Deus que tudo sempre de certo para a proteção de nossas crianças. 

Milly Costa 
Visitem meu blog
www.projeto-gr.blogspot.com 



3 de out. de 2011

Estupros, Homens e Justificativas.


Recebi na ultima quarta- feira um e-mail da deputada Jô Morais com uma nota em revolta sobre um acontecimento que agride a lógica, a psicologia e a legalidade. 
Uma Garota de 14 anos foi estuprada por três homens com idades de 18, 19 e 22 anos, na região metropolitana de Belo Horizonte, Mas a revolta não se caracteriza somente pelo fato do estupro, após a noticia sobre o estupro ser lançada em um jornal da web, um imbecil teve coragem de deixar como comentário a seguinte frase:


“Com a Forma Vulgar com que andam vestidas, querem o que?”

Sentiram a mesma raiva que eu ao ler isso? Certo, o que pensar em saber que até a hora em que foi visto pela deputada o comentário já havia recebido apoio de mais doze homens?
Por mais que eu viva, não vou conseguir entender de que tipo de pessoas o mundo esta sendo feito, é triste, é doloroso, é de dar medo que pessoas com acesso a informação utilize os neurônios para pensar uma coisa desse tipo, quer dizer que uma mulher por se vestir de forma vulgar é igual a escrever no seu corpo, eu posso ser estuprada. Que mundo de merda é esse, que uma criança de 14 anos tenha sido estuprada por três homens maiores de idade e ainda seja culpada pelo próprio estupro.

Um demônio que pensa uma coisa desse tipo é no mínimo um aspirante a estuprador, isso se já não for um, vermes acéfalos que pregam a violação do corpo feminino como desculpas a podre e neolítica necessidade sexual masculina, em tempos que mulheres sem valor próprio se oferecem para sexo apenas em troca de um copo de cerveja em bares e esquinas do país por que estuprar alguém, por que estuprar uma criança?

Será que depois de ler isso, alguém aqui consegui acreditar da mesma forma num futuro bonito? Quer dizer que o modo como se veste uma mulher da permissão para ter ser corpo invadido e achar que para isso não se deve culpar os monstros que cometeram ato tão repulsivo, que tipo de pessoa consegue cuspir tal pensamento  de sua mente e ainda receber apoio, depois vem essa merda de gente ignorante e diz que acabou o machismo, que mulheres e homens têm os mesmos diretos e  são tratadas de forma igual.

Particularmente acho que os homens necessitam com urgência de uma reeducação para viver em sociedade, e isso precisa ser feito com a rapidez de quem vê uma epidemia letal se aproximar da raça humana, pois a tendência é piorar, já que a punição para esse tipo de idéia não existe.
Nenhum deputado, prefeito ou governador, juiz, desembargador ou coisa parecida foi capaz de achar esse ocorrido bestial e pedir ajuda aos poderes públicos, apenas uma mulher por que sabe o que é ser mulher se horrorizou e foi pedir ajuda,  eu não faço apologia a nenhum partido ou candidato, não tenho acordo e nem nada do gênero com ninguém porem trago aqui as vezes algumas das obras políticas da deputada Jô Morais, por sentir que fazem sentido ter essas idéias divididas, aqui vai um trecho discurso dela:

- ...Senhores, senhoras esta é uma situação de extrema gravidade para a qual precisamos estar atentos. Estamos falando de pessoas que tem acesso à informação, à educação, com conhecimento e interesses que lhes permitam participar de fóruns na mídia, na web. Ou seja, há algo de muito errado na formação de nossos crianças, adolescentes, jovens, dos homens e mulheres de amanhã que ainda transferem para as vítimas de crimes sexuais a responsabilidade pela violência.
Elas foram estupradas, vilipendiadas ameaçadas porque assim o quiseram. Seus corpos, suas roupas, seus comportamentos foram um meio para este fim, é o que dizem os que assim comportam. Mas a violência sexual é um crime de poder, de dominação. Contra ele precisamos implementar políticas públicas transversais que alterem essa cultura de subordinação de gênero. Precisamos sobretudo da articulação dos diversos órgãos governamentais, das esferas de poder, dos centros de saber, das famílias, de cada um individualmente na busca freqüente e incessante da equidade entre homens e mulheres. Era o que eu tinha a dizer. Muito obrigada. (Jô Morais)
Espero minhas queridas leitoras, que vocês possam proteger suas filhas desses tipos de seres, espero muito que alguma coisa seja feita para mudar a idéia de que toda mulher merece ser tratada como lixo.

Até breve.  Milly Costa
Visitem meu blog clic na imagem

#WTFF??!

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