O preconceito não tem peso físico que possa ser contabilizado em uma balança, mas pesa bem mais que o corpo de um gordo.

O preconceito não tem sexualidade nem preferência por gênero, mas é tão violento quanto um estupro.

O preconceito não tem cor visível, mas com toda certeza é bem mais escuro que a pele de um negro.

O preconceito não tem preço ele é distribuído de graça, o preconceito é vivo e se move com rapidez de um lince, espalha-se como um vírus, impregna o mundo e permanece anônimo mesmo quando esta mostrando a cara.

Dê voz a sua luta, seja contra o preconceito seja ele em que seguimento social esteja, o peso do preconceito pode ser grande,

porem o peso da sua força é bem maior.(Milly Costa)

19 de jan de 2012

Um Brasileiro Na Europa. Preconceito Economia e Sociedade


Olá a todos, hoje trouxe uma entrevista que realizei com um amigo que a dois anos foi viver na Europa. É sempre bom  conhecer a realidade de quem vive as coisas que nós costumamos pensar e acreditar como verdade, assim podemos ver o contraste do que é real e o que é só mito em ser um Brasileiro no exterior.
Então vamos conhecer um pouco da realidade de Sidney Carvalho
Foto na cidade da Sicilia na Itália 

Peso- Logicamente que não podemos começar a entrevista sem saber qual o principal motivo que te levou a sair do Brasil?

Sidney- A questão da ambição (e deslumbramento) financeiro. O Brasileiro tem em mente a ilusão popularizada que independente do país que ele resolva migrar, ele terá um retorno financeiro a curto prazo, o que em 90% das vezes essa realidade se faz presente a um prazo muito mais longo do que o almejado.

Peso- Sendo seus motivos de sair de seu país de origem a questão financeira, como você vê diferença de renda entre o Brasil e o país que você esta hoje? 

Sidney- É engraçado quando paro para analisar essa questão, porque vim entender essa realidade depois de estar aqui, principalmente porque estou em um país onde  atualmente a crise abala fortemente à sua economia. Porém, é muito mais fácil captar esta informação quando a observamos de fora para dentro, pois tenho a sensação que este favorecimento financeiro, até o presente momento, não gerou mudanças na vida do pobre desfavorecido, o que termina favorecendo um pouco mais a minha permanência aqui.

Peso- Qual a primeira impressão que você teve sobre o funcionamento da vida na Europa?  È muito diferente do Brasil ou é mito de diferença cultural apenas?

Sidney- A realidade percebida e vivida, é que a diferença cultural é um agravante predominante dia a dia em todos os aspectos (pessoal, financeiro, etc etc). Como citei anteriormente, existe sim o deslumbramento, mas a impressão que tive e tenho é que vivendo aqui o brasileiro se descobre uma máquina, e mesmo com a alta tecnologia, o serviço de mão-de-obra é muito mais solicitado que no Brasil. Além do custo beneficio ser muito mais pratico e gratificante.

Peso- Você notou alguma diferença na forma que as pessoas tratam umas as outras,  existe mesmo esse preconceito contra estrangeiros ou é algo que não sentiu em relação a você, mas existe de maneira geral?

Sidney- Existe sim, e como existe. Passo por isso todos os dias. O Europeu vê a nossa nacionalidade estampada na nossa testa. Me irrito muito na maioria das vezes que entro em qualquer estabelecimento comercial, porque eles fazem questão de memorizar o estrangeiro. A segurança publica e social menospreza mínimas questões relacionadas a nós, inclusive ao estrangeiro legalizado, pois independente da condição de vida levada pelo mesmo, não deixa de ser estrangeiro. No Brasil o preconceito é predomina aos gays, pobres e negros. Aqui predomina a qualquer classe, basta não ser nato no país que vive.

Peso- Quanto a sexualidade, sabemos que ser gay no Brasil ainda é uma questão bem complexa e a aceitação é mais imposta do que realmente aceita, isso é diferente nos países de primeiro mundo em que há leis que garantem vida social aos homossexuais, ou também não passa de mito?

Sidney- Na França e na Suíça não existe menor problema na relação Gay-Sociedade. Os gays são naturalmente tratados como seres humanos. Soube que o mesmo caso acontece na Espanha. Já na Itália, o gay é visto como um ser de interplanetário. O gay ao chegar em um local qualquer, as pessoas olham de forma assustadora, principalmente as crianças, por não saberem como serem discretos, eles apontam, riem olham assustados, e fazem questão de passar distante do gay. A Itália faz questão em ser cafona, e ao mesmo tempo que curtem a modernidade, eles são extremamente antiquado.

Peso- Sendo assim não existe muita diferença entre a Itália e o Brasil nessa questão Gay X Sociedade ou você considera um dos lugares pior?

Sidney- Não ,não...acredito que o Brasil infelizmente termina vencendo essa comparação. A sociedade aqui é muito preconceituosa, eles discriminam mais com olhares e aqueles sorrisinhos pejorativos quando estão em grupos. Porém, não vejo a homofobia ser tão presente aqui.

Peso- É mais fácil para o gay viver mentindo sua orientação sexual ou libertar as amarras, estando num país diferente onde não conhece a maioria das pessoas, ou se torna ainda mais difícil justamente por não ter o apoio de amigos e familiares, ou isso se torna igual em qualquer lugar continua sendo difícil?

Sidney- Então...é justamente pelo fato de estar fora do seu berço, que o gay aqui sente-se inteiramente livre, independente dos tabus estabelecidos pela nação. E, mesmo com todo esse olhar medíocre em certos países, a Europa é "mãe" para os gays, a ponto de ser o continente com o maior numero de transexuais no mundo. E o gay por si, "liberta-se dessa corrente" na primeira oportunidade que tem...independente de onde quer que esteja.

Peso- Em questões de empregabilidade existe também essa descriminação de não dar emprego ao homossexual por achar que sua conduta é duvidosa?

Sidney- Nesse caso não. Por incrível que pareça, o gay tem muito mais oportunidades aqui que no Brasil. Pois na maioria dos casos, os empreendedores costumam dizer que o gay é muito mais eficiente e eficaz, além de saber transformar o ambiente de trabalho na maior diversão. Praticamente, 70% do comércio, tem gay trabalhando. Nessa questão, a Europa realmente é avançada.

Peso- Então para terminar, você parece estar satisfeito com a vida na Europa em questões sociais e financeiras, o que diria para uma pessoa que vislumbra ir morar fora do Brasil?

Sidney- Particularmente, estou bem resolvido graças a Deus. Como todo trabalhador que vive de contratos, passo por altos e baixos mas com a mente organizada e um bom jogo de cintura, da pra manter a vida em ordem. Aos que pensam em vir, sou bem categórico: Viver aqui é uma questão de sorte e oportunidades. Tendo saúde, trabalho e sendo uma pessoa concentrada, você estará com o três requisitos mais importantes para a sua sustentabilidade. E pense assim: A questão não é vir... E sim permanecer!!!

Bem meus queridos leitores espero que gostem e comentem o que acharam
bjocas da gorda 

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2 comentários:

  1. Muito interessante a entrevista! É bom para que muito brasileiro acorde e veja que as coisas não são tão fáceis assim no exterior, né? Beijos! Rê!

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  2. Primeiramente, PARABÉNS pelo espaço. Fiquei encantado com a temática deste lugar. É muito importante criar blogs como estes que congregam as diferenças e abri o amplo campo para se discutir os problemas vividos pelas minorias.

    Tô seguindo! bjoxxxxxxxxx no coração!

    ResponderExcluir

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