O preconceito não tem peso físico que possa ser contabilizado em uma balança, mas pesa bem mais que o corpo de um gordo.

O preconceito não tem sexualidade nem preferência por gênero, mas é tão violento quanto um estupro.

O preconceito não tem cor visível, mas com toda certeza é bem mais escuro que a pele de um negro.

O preconceito não tem preço ele é distribuído de graça, o preconceito é vivo e se move com rapidez de um lince, espalha-se como um vírus, impregna o mundo e permanece anônimo mesmo quando esta mostrando a cara.

Dê voz a sua luta, seja contra o preconceito seja ele em que seguimento social esteja, o peso do preconceito pode ser grande,

porem o peso da sua força é bem maior.(Milly Costa)

Páginas

13 de jan. de 2011

Um gordo pode ser presidente? E uma gorda?



Sei que nem todos os leitores tem a paciencia de ler textos extensos como esse mas achei válido traze-lo aqui, e na integra que tirei da revista ÉPOCA

"A ditadura da magreza influencia nossas escolhas políticas, 
revela pesquisa americana. Por que as mulheres levam a pior" 
(CRISTIANE SEGATTO)

"O preconceito velado (ou explícito) contra os obesos pode ser observado em vários campos da vida social. Para muita gente, gordo é o sujeito preguiçoso e com baixa autoestima que, obrigatoriamente, produzirá menos que os magros no trabalho e na escola. É também o indivíduo desleixado, que não cuida da saúde e só dá prejuízo aos empregadores e ao Estado.
O pré-julgamento que os gordos sofrem no trabalho, na vida escolar e nos serviços de saúde vem sendo estudado há vários anos. Mas há um outro aspecto que só agora tem merecido atenção dos pesquisadores: até que ponto a forma física dos candidatos a um cargo público influencia nossas escolhas políticas? A obesidade pode ser um fator tão importante a ponto de definir nosso voto? 
A resposta é sim, segundo a professora Beth J. Miller, do departamento de ciência política da Universidade do Missouri, em Kansas City. Nos dias de hoje, a quantidade de gordura corporal observada em um candidato parece ter adquirido sobre a opinião pública um efeito muito mais impactante do que se imaginava. 
Beth chegou a essa conclusão depois de fazer um interessante estudo com 120 estudantes de psicologia e ciência política com idade média de 24 anos. O trabalho foi publicado há duas semanas na revista científica Obesity
Os alunos foram convidados a dar notas a quatro candidatos depois de ver as fotos deles e ler uma descrição sobre suas crenças políticas. Eram candidatos hipotéticos e não políticos conhecidos. Os voluntários não tinham, portanto, qualquer informação prévia que pudesse influenciar o julgamento que fariam. 
Aqui você encontra uma amostra da experiência. Se tivesse que considerar apenas a aparência dos dois candidatos abaixo, em qual deles você votaria? No magrinho da esquerda ou no rechonchudo da direita?



Caso não tenha percebido, os dois candidatos são a mesma pessoa. A imagem verdadeira é a do magrinho. Na outra, ele foi “engordado” por meio de uma manipulação de computador. Ambas foram usadas na pesquisa realizada pela equipe de Beth.
Depois de ler informações sobre peso e altura do candidato e suas crenças políticas, os avaliadores viram as fotos. Em seguida, foram convidados a dar notas de acordo com a impressão que tiveram. A avaliação devia levar em consideração traços positivos (moral, competência, capacidade de liderança, inteligência, energia, capacidade de enfrentar um trabalho extenuante) e negativos (desonestidade, preguiça, indisciplina, falta de confiabilidade) sugeridos apenas pela aparência e pelas poucas informações disponíveis.
O que Beth descobriu? Os candidatos com a mesma posição política receberam notas diferentes de acordo com o sexo e o grau de obesidade. As mulheres obesas receberam as piores notas. Na opinião dos avaliadores, elas parecem ter menos capacidade de liderança do que as magras.
Entre os homens, o resultado foi inverso. Os rechonchudos conquistaram a confiança de mais eleitores que os magrinhos. O que explica essa diferença? Eu tinha lá meus palpites, mas resolvi ir direto à fonte.  
ÉPOCA – Por que as mulheres obesas receberam as piores notas? 
Beth J. Miller – Acredito que as candidatas obesas foram as mais mal avaliadas porque nossa cultura exige que as mulheres sejam magras. Essa pressão cultural (reforçada pela mídia) é muito mais forte sobre as mulheres do que sobre os homens.

ÉPOCA – Por que os homens obesos se saíram melhor que os magros? 
Beth – Novamente acreditamos que isso seja reflexo da pressão cultural. A sociedade tende a aceitar com mais facilidade que os políticos do sexo masculino tenham um corpo grande e largo. Ao ver a foto de um candidato mais corpulento, as pessoas tendem a associá-lo a uma pessoa mais forte, com mais massa muscular e, portanto, mais apta a uma rotina pesada.

ÉPOCA – A forma física tornou-se um aspecto tão revelante na avaliação de um candidato a ponto de definir o voto do cidadão? 
Beth – Nosso estudo sugere que o sucesso dos candidatos (principalmente das candidatas) numa eleição depende mais dos esteriótipos sobre atributos físicos do que se imaginava. As explicações tradicionais para a escolha de um candidato - ideologia, partido, posições sobre temas específicos - continuam importantes. Mas a aparência física parece desempenhar um papel mais importante do que os pesquisadores e os próprios candidatos notaram até hoje. Quem pensa em disputar um cargo político não deve ignorar esses esteriótipos.
O estudo de Beth foi feito com um público muito específico: estudantes universitários. Apesar dessa limitação, trouxe resultados intrigantes. Para testar até que ponto é possível fazer generalizações a partir desses dados, o próximo passo da equipe será aplicar o estudo à população geral.
Confesso que o resultado da pesquisa não me surpreendeu. Ele me parece bem coerente com a intolerância social reservada à obesidade feminina. Mulheres gordinhas são vistas como desleixadas, fracas, desinteressantes. São punidas com o patrulhamento feroz das outras mulheres - em geral, magras que não toleram perceber nas gordinhas os indícios de celulite sob a roupa justa.
De uma forma geral somos mais condescendentes com a obesidade masculina. O homem gordinho é visto como o bonachão, o boa-praça ou (como revelou a pesquisa americana) um sujeito forte que apenas tem, digamos assim, um excesso de fofura. 
A cultura da magreza tem sido implacável com as mulheres. Mas cabe a cada uma de nós se rebelar contra o patrulhamento. Toda vez que uma moça jovem e bonita morre numa clínica de lipoaspiração porque queria ter o corpo das estrelas das capas de revista penso que alguém precisa dar um basta nessa autoflagelação. E esse basta só pode partir de dentro de cada uma de nós. 
Você se internaria num hospital, feliz da vida, se tivesse que operar o apêndice? Então por que tantas mulheres se submetem, lépidas e faceiras, a uma cirurgia (e aos tantos riscos inerentes a ela) como se aquilo fosse apenas uma ida ao cabelereiro? 

Por que tantas mulheres se submetem a sucessivas lipos? Lipoaspirar é enxugar gelo. A gordura pode não retornar ao mesmo ponto de onde foi retirada mas, basta comer um pouquinho mais ou descuidar dos exercícios, para a gordura se acumular perto dali ou em outro ponto qualquer. 
A ditadura da magreza é opressora? Sim, é. Por que ela sobrevive? Por que muitas mulheres aceitam se submeter a ela. É hora de derrubar esse general que, muitas vezes, vive dentro de nós. Vou começar aqui uma campanha pelo relaxamento. É preciso relaxar. E isso não significa ser descuidada com o corpo. Significa não ser neurótica. 
Você se alimenta bem, faz ginástica, gasta dinheiro com tratamentos estéticos e uns creminhos. Ainda assim tem celulite, flacidez ou uns quilinhos a mais? Bem-vinda ao clube das mulheres de verdade. Nós somos o padrão. Se alguém foge do padrão não somos nós. São as pouquíssimas magérrimas, lipoaspiradas, photoshopadas, plastificadas que aparecem nas capas de revista. 
É preciso entender que essas mulheres dependem da aparência física para sobreviver. Não é o caso da maioria de nós. Se você não precisa das suas curvas para pagar as contas no final do mês, respeite-se mais. E respeite as outras mulheres (normais, gordinhas ou obesas) que movem a sociedade -- dentro ou fora da política. 
Você sofre preconceito por ser obeso ou obesa? Como acha que as mulheres devem enfrentar a ditadura da magreza? Queremos ouvir a sua opinião." 

12 de jan. de 2011

Obesidade - Do preconceito aos porquês





Um dos grandes problemas enfrentados pelos obesos nos dias de hoje, além dos já citados com relação às doenças, é a discriminação criada pela visão estética do apelo social "dito" moderno. A moda, a mídia e tudo o mais é, na atualidade voltada ao corpo escultural. Como isso, o gordinho acaba sendo visto como uma pessoa preguiçosa, que não gosta de fazer exercício e está acima do peso porque quer gerando um certo preconceito. 
Muitas vezes os problemas começam na escola, nas brincadeiras exigindo agilidade onde os gordinhos têm naturalmente mais dificuldades. Não obstante a isso, os apelidos de mau gosto costumam ser as primeiras barreiras a serem enfrentadas. Nesse caso, cabe aos profissionais da Educação contornar isso sendo esse também o papel da escola. Na educação física por exemplo, cabe aos professores estimular também brincadeiras onde os gordinhos levam vantagem e não apenas "botar" a criançada pra jogar bola todo dia ou ensinar apenas as modalidades esportivas de sua preferência estritamente pessoal. Pelo menos até onde vai o meu conhecimento, o papel da escola não é formar atletas. 


Do outro lado da história está a indústria da obesidade pronta para faturar com as dietas da moda, lipoaspiração, ginástica passiva, eletroestimulação, eletroforese e muito mais. Todos esses métodos têm funções bem específicas porém, o enfoque a eles atribuídos é que em muitos casos chegam ser uma propaganda enganosa. "Gaste calorias sem fazer força". "Dez minutos eqüivalem a mil abdominais". 

Depois que há alguns anos foi lançado o livro com o título "Só é gordo quem quer", o contexto dessa frase ficou ainda mais enraizada e hoje basta entrar numa livraria qualquer para encontrar uma infinidade de títulos direcionado, a fisgar o bolso do gordo. Com isso, as pessoas com dificuldades naturais de emagrecer e não conseguindo sucesso, após a cada tentativa frustrada vem um período psíquico muito ruim acompanhado de uma fuga na comida e, uns quilinhos a mais. 



Da mesma forma que o fumante, o obeso deve receber ajuda para tentar emagrecer uma vez que,  para muitos não é uma tarefa tão fácil assim. 

Quem é o obeso? Muitas tabelas e números mágicos existem e também muitos métodos para se determinar o percentual de gordura corporal. Entretanto, o mais prático e usual é o IMC (Índice de Massa Corpórea) cujo resultado é obtido da divisão do peso em quilos pelo quadrado da altura em metros. Vale lembrar que essa equação não se aplica ao atleta porque o peso nominal da balança se deve à massa muscular e não à gordura corporal. 

De acordo com o resultado, o IMC enquadra-se em categoria diferenciada determinando os graus de obesidade a saber: Desnutrição, abaixo de 14,5 - Abaixo do peso, até 20 - Peso normal, 20 a 24,9 - Sobrepeso, 25 a 29,9 - Obeso, de 30,0 a 39,9 - Obesidade mórbida, de 40 em diante. Academicamente, aceita-se como normal e fora de riscos cardiovasculares um IMC de 20 a 25 e até 27 para os idosos. 






11 de jan. de 2011

Vídeo O Peso do Preconceito


Olá pessoal! 

Viemos até aqui para convidar a todos para

fazer parte de nosso primeiro vídeo! 

O Peso do Preconceito vai ganhar um clip e

 para você fazer parte basta mandar 

um email pra gente com a sua foto preferida!!

Nosso endereço eletrônico é o

opesodopreconceito@gmail.com

E aí? Já escolheu sua foto?! 

Contamos com a participação de todos!!

10 de jan. de 2011

Dormir com a luz acesa pode causar obesidade, diz estudo

Pesquisa dos EUA e de Israel associa a perturbação do ciclo diário ao sobrepeso


Foto: Arquivo Stockxpert


Nova York. EUA. Dormir com a luz acesa engorda, segundo estudo da Ohio State University em colaboração com o professor israelense Abraham Haim, da Universidade de Haifa.

"Nós já descobrimos que existe uma relação entre a exposição à luz artificial e o câncer. Agora, estamos encontrando outros efeitos negativos decorrentes dessa exposição, como a obesidade", diz Haim, que coordena o Centro Interdisciplinar de Investigação Cronobiológica da Universidade de Haifa.
Até agora, fatores como maus hábitos alimentares e atividade física explicavam o fenômeno crescente da obesidade em todo o mundo. Mas os pesquisadores encontraram uma ligação entre o ganho de peso e o que eles chamam de perturbação dos ciclos cirdadianos da pessoa. Ciclos cirdadianos são processos cíclicos que ocorrem no organismo todos os dias às mesmas horas, regulados pelo relógio biológico.
Segundo o professor Haim, uma vez que a exposição à luz artificial durante a noite anula o tempo de ajuste natural à luz do sol, a exposição contínua do organismo a altos níveis de luz afeta o relógio biológico, causando danos à regulação circadiana das células, tecidos, órgãos e sistemas.

Fonte da matéria: Jornal O Tempo/Belo Horizonte

Olá pessoal! Encontrei essa matéria no Jornal O Tempo, veículado aqui em Belo Horizonte e na região metropolitana. O que vocês acham? A pesquisa faz sentido? Deixe sua opinião!

#WTFF??!

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